Fiz tratamento para alopécia androgénetica devido à predispodição de ambos os lados materno e paterno da família para esta condição. O medicamente que usei a princípio foi a finasterida de 1mg e, logo depois, foi acrescentada a espironolactona de 100mg (que seria um bloqueador mais completo da testosterona e não apenas do DHT). A primeira coisa que melhorou em questão de semanas foi minha pele (já tive acne grau 3), e, lá pelo 3º ou 4º mês já notava uma melhora modesta das entradas. Contudo, foi então que também comecei a sentir certa sensibilidade nas mamas. Minha dermatologista achou melhor suspender a espironolactona e tentar tomar apenas a finasterida, porém dessa vez de 5mg (ainda estava muito insatisfeito com as entradas). Depois de um tempo notei que não parecia haver qualquer diferença entre usar a finasterida de 1 ou 5mg. Então ela receitou esse remédio que seria superior aos dois: a dutasterida. Foi então que passei a ver melhora realmente significativa da alopécia! Contudo, da mesma forma, voltei a sentir as mamas sensíveis. Mas estava tão animado com a melhora da alopécia que questionei se não haveria como contornarmos esse problema. Ela disse que sim, e me receitou tamoxifeno, um bloqueador seletivo de estrogênio específico da região mamária. Segui o tratamento confiante que o tamoxifeno seria suficiente para conter o desenvolvimento das mamas. O que não contava era que tinha grande predisposição genética por parte da família do meu pai (depois fiquei sabendo que meu falecido avô tinha seios redondos e grandes, em meu pai nunca notei creio que por ele ter sido professor de educação física e mantido plena forma até os 50, depois só via o aumento dos peitos dele como resultado de ter começado a engordar, até porque não têm aparência feminina, e ainda descobri que um primo também já teve que passar pela cirurgia corretora, mesmo sem sequer ter tido o mesmo histórico medicamentoso que eu - ele já é bem calvo, inclusive) e, ainda, sequer imaginei que outros remédios que tenho que tomar até hoje (antipsicóticos, benzodiapínicos e antidepressivos), também poderiam contribuir para um desequilíbrio hormonal, a consolidação e agravamento da ginecomastia. Só quando resolvi me consultar com um endócrino ele falou dessa possibilidade e foi quando busquei tratamento para a ginecomastia pelo SUS, pois já não bastasse o preço da consulta com um cirurgião plástico ter me assustado, o valor da cirurgia corretiva (tanto o endócrino quanto o cirurgião plástico já haviam sentenciado que, no estado em que estava, já não era possível tratar a ginecomastia apenas com medicamentos) estava completamente fora do meu orçamento. O próprio clínico geral do SUS me pediu uma bateria de exames - níveis hormonais e mamografia. Este último foi o que confirmou a dupla ginecomastia, isto é, tanto a glândula havia se desenvolvido quanto havia acúmulo de gordura no local. Àquela altura ele disse que se a alopécia era um problema muito grande pra mim, já não havia mesmo porquê interromper o uso da dutasterida, mas sugeriu que conversasse com minha psiquiatra sobre os medicamentos cuja interação era a provável causa do aumento dos níveis de prolactina e testosterona um pouco abaixo da média. Ela substitiu o antipsicótico apenas, por crer que fosse ele a causa mais provável. Sem todos estes estímulos, minhas mamas até deram uma diminuída e, como costumava malhar diariamente na época (até o início de 2020) eu mesmo não me senti tão prejudicado por essa condição. Porém, com o início da pandemia, a academia foi o primeiro lugar que deixei de frequentar e fomos uns dos primeiros a entrar em quarentena em casa devido aos problemas respiratórios da minha irmã que tem crises quase diárias. Com a perda de massa muscular ao longo dos meses, pude ver o quão grave era, de fato, o grau da minha ginecomastia. Meu peitoral assumiu a aparência de seios mesmo! Com todo o estresse, a falta de endorfina e a rotina limitada a supermercado/farmácia/casa, fui me sentindo cada vez pior. Em hipótese alguma saio sem usar algo pra comprimir o tórax (seja uma camiseta bem apertada em mim que minha irmã usava nas aulas de balé ou mesmo um top esportivo dela, e até fita já usei). Mesmo em casa não fico sem camisa, às vezes até duas. Depois de perder massa e piorar bastante da saúde mental devido a todos esses fatores, continuei a perder peso. No início todos ficaram preocupados, mas hoje em dia faço questão de adotar uma dieta rígida para me manter assim pois os peitos também diminuíram de tamanho praticamente pela metade. Bom, apesar de já estar com todos os exames que o médico do SUS receitou a mim em mão, as cirurgias eletivas haviam sido suspensas. Agora foram retomadas porém sou dominado pela minha ansiedade que me impede de voltar ao posto de saúde por medo de ser infectado - principalmente devido a irresponsabilidade com que o povo daqui tem se comportado. Ao sair de casa percebo que o número de pessoas que se vê na rua com máscaras, ou sem usá-las no queixo ou com o nariz pra fora é, infelizmente, muito menor do que os que até já andam normalmente sem máscara, ou apenas com uma no bolso para usar caso queiram entrar em algum estabelecimento. Minha ginecomastia não evoluiu mais, como minha psiquiatra havia previsto, mas apenas consigo disfarçá-la das formas que comentei acima. Meu cabelo não tem mais qualquer sinal de entrada, não tenho mais caspa, mesmo tendo largado o uso do shampoo (até deixei que crescesse durante esses meses de pandemia, pois era isso ou arriscar ser contaminado em uma barbearia ou deixar meu pai passar a máquina em tudo rs) nem sequer oleosidade. Da mesma forma, minha acne não retornou também. Então, apesar de provavelmente ter sido um dos principais responsáveis pelo surgimento da minha ginecomastia (ou não), continuo a fazer uso da dutasterida. Só lamento não ter sido alertado antes sobre o risco do antipsicótico que tomava e de ter negligenciado o uso do tamoxifeno - sim, muitas vezes passavam-se dias sem que eu lembrasse de tomá-lo, aqui devo assumir minha culpa. No momento sigo apenas com o tratamento psiquiátrico com consultas via vídeo-chamadas (coleto as receitas na portaria do condomínio da minha médica) e sigo aguardando a coragem para dar continuidade ao processo de conseguir a cirurgia corretora de ginecomastia pelo SUS. Mas a alopécia parece ter regredido completamente. Até me arrisque a fazer dreads de lã semana passada (mas não aconselho para quem tem o cabelo frágil, o meu era grosso e só não fiquei com aparência de calvo novamente porque agora também é muito).

Muitos pensam que é somente uma "falha" e que é drama . Mas só quem tem alopecia sabe o quanto é sofrido , o quanto acaba com sua Auto-Estima , e nós deixa frustradas e desmotivadas com tudo , a Dra Renata fez muito mais do que devolver cabelo , ela me devolveu a esperança , que eu não tinha mais , me devolveu a vontade de cuidar mais de mim!

Fiz tratamentos com injecoes no couro capilar,onde nao obtive grandes resultados e por sinal dolorosos. Sonho em fazer transplante capilar,meu emocional muito abalado,Tenho vitiligo e tento ter o meu equilíbrio mental pra nao piorar essa parte das manchas também. No Brasil acho muito caro poderia ser mais acessível o valor,Mais estou juntando cada centavo pra realizar esse sonho.

Meu sonho fazer transplante capilar sofro com isso desde os 16 anos e fico muito triste por esta ficando careca a cada ano. E não tenho condições de pagar pra faze o transplante, seria uma felicidade ganha esse transplante seria um sonho. Vivo com alto estima baixar, não gosto de olho no espelho por causa do cabelo, não tenho confiança e odeio por meu cabelo cair a cada dia, eu consegui esse transplante seria como ganhar na loteria. Sofro com isso a anos. Desde minha adolescência.