Quebrando o tabu sobre a Clitoroplastia.

Quebrando o tabu sobre a Clitoroplastia.
Médico e cirurgião plástico com foco em todos os tratamentos e especialmente na cirurgia íntima: Dr. Ricardo Kruse, CRM-CE 11703 / RQE 6109
Criação: 26 mar 2019 · Atualização: 26 mar 2019

Muitas mulherem apresentam desconfortos em relação as suas partes íntimas, e muitas dessas queixas estão sobre a região do clitóris. Vejamos algumas questões das pacientes e respondidas pelo o Dr. Ricardo Kruse:

· Em quais casos a mulher pode precisar da Clitoroplastia?

Nos dias de hoje, uma das principais indicações de clitoroplastia são os casos de mulheres com clitóris que apresente aumento de tamanho (hipertrofia de clitóris), seja qual for a causa.

· Quais são as causas para influenciam no aumento do Clitóris?

Há diversas causas que determinam o aumento do tamanho do clitóris, sendo as causas mais comuns as alterações hormonais. O aumento das taxas hormonais pode ser: “fisiológico” (decorrente de características do próprio organismo); congênito; devido a doenças endócrinas, ou  tumores; ou devido ao uso de hormônios sintéticos, anabolizantes ou bioidênticos, situação cada vez mais comum nos dias de hoje, principalmente nos ambientes “fitness”, como academias de ginástica e musculação e fisiculturistas.

· Quais são as principais queixas de uma mulher que procura a clitoroplastia?

Dentre as principais queixas que apresentam as mulheres que procuram a clitoroplastia está o aspecto estético: o aumento do clitóris cria uma desproporção entre as estruturas anatômicas da genitália feminina, destacando o clitóris, o capuz do clitóris e os pequenos lábios, geralmente. O que costuma ocorrer é a “virilização” da genitália feminina, ou seja, ocorrem alterações que levam a genitália da mulher a se aparentar à genitália masculina, ficando em um “meio do caminho” entre uma vulva e um pênis (aspecto de “micro pênis).

· Como é feito o procedimento?

Existem diversas técnicas de clitoroplastia, estando cada qual melhor indicada a depender do caso. Uma das técnicas mais frequentemente utilizadas é a clitoropexia, cirurgia em que se aborda o clitóris indiretamente através do seu capuz, e, portanto, não há cortes diretamente no clitóris, o que preserva a sua sensibilidade. Esta cirurgia “reduz” o tamanho do clitóris por embuti-lo na profundidade, escondendo-o abaixo do seu capuz, cujo excesso de pele também é corrigido, bem como o tamanho excedente dos pequenos lábios. Em muitos casos está também indicado o preenchimento dos grandes lábios (com um preenchedor tipo ácido hialurônico ou gordura da própria paciente) já que os hormônios determinam atrofia e “murchamento” dos mesmos, que pode ser realizado no mesmo ato cirúrgico ou após a recuperação cirúrgica.

· Essa cirurgia apresenta riscos?

Quando bem indicada e realizada adequadamente os riscos desta cirurgia são os mesmos riscos inerentes a qualquer procedimento cirúrgico. A sensibilidade, maior preocupação das pacientes, é preservada desde que a cirurgia seja realizada por um cirurgião especializado, habilitado, experiente e familiarizado com este tipo de procedimento. Não é à toa que mesmo muitos médicos não familiarizados com esta cirurgia, por desconhecimento, contraindicam às pacientes de realizá-la, ao invés de indicá-las a um especialista no assunto.

· Em quanto tempo é possível voltar a vida normal, assim como as atividades sexuais?

As cirurgias íntimas, de uma forma geral, requerem uma média de 3 a 5 dias de repouso relativo até o retorno das atividades diárias, ficando as atividades físicas e sexuais liberadas em geral após 30 dias da cirurgia. Obviamente, cada caso é um caso e cada paciente pode evoluir de forma variada no pós-operatório. O ideal é sempre consultar um especialista antes de se decidir pela cirurgia bem como realizá-la também com um cirurgião especializado nesta área.

Para mais informações busque sempre um profissional que esteja na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. 

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