Mamoplastia redutora: saiba tudo sobre a cirurgia

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Mamoplastia redutora: saiba tudo sobre a cirurgia

Existem cirurgias plásticas que estão relacionadas não apenas à estética, mas também à saúde à qualidade de vida da mulher. Este o caso da cirurgia de redução de mamas, procurada por pacientes que desejam, além de remodelar os seios, aliviar dores nas costas causadas pelo peso das mamas.

Normalmente, a cirurgia é indicada a mulheres que já completaram 18 anos, já tiveram filhos e amamentaram. Porém, existem casos extremos de pacientes jovens que tem seu dia a dia prejudicado pelas mamas muito grandes e que sentem fortes dores. Nesta situação, a paciente pode antecipar a mamoplastia redutora, como esclarece o Dr. Luciano Sales de Souza.

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o doutor explica mais detalhes sobre a redução de mamas nesta entrevista, confira e tire suas dúvidas.

Como é feita a redução de mamas?

Para a realização da cirurgia, é feita uma incisão em volta da aréola, seguindo uma linha vertical até a base do seio e outra na horizontal acompanhando o sulco da mama. Essa incisão também é conhecida como T invertido e possibilita retirar o excesso de tecido mamário e de pele e reposicionar as aréolas.

O Dr. Luciano Sales de Souza comenta que para mamas grandes a cicatriz será relativamente grande, porém, o índice de satisfação com a cirurgia é alto.

Após 1 ano e meio, que é a cicatriz final, o aspecto fica bem mais discreto que numa fase inicial. E, na quase totalidade dos casos, o índice de satisfação é grande, já que a melhora na qualidade de vida é evidente. Quanto mais volumosa é a mama, mais satisfeitas ficam as pacientes.

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Dependo da necessidade da paciente, pode ser realizada a redução de mamas com prótese de silicone, no entanto, como explica o Dr. Luciano, a técnica sem implante é a mais indicada, considerando que a paciente que procura pela cirurgia, normalmente, tem as mamas pesadas e caídas e deseja reduzi-las. O doutor esclarece ainda que para definir o uso ou não silicone são avaliados dois aspectos:

1) Espessura do tecido mamário: se for firme, a montagem das mamas pode ser feita com o tecido da paciente. Se for frouxo, o uso do silicone é indicado.

2) Posição das aréolas: se forem baixas, o silicone não é recomendado, pois pode comprimir a vascularização do retalho utilizado. Se estiverem em uma posição adequada, o silicone pode ser indicado.

Redução de mamas e a amamentação

Uma das principais preocupações das mulheres que desejam realizar a cirurgia é se a redução de mamas prejudica a amamentação e o Dr. Luciano Sales de Souza comenta essa questão:

Quando a paciente apresenta muito volume a ser retirado, a chance de perda de capacidade de amamentar é grande. Quanto maior o volume retirado, maior a probabilidade dessa perda. Casos que apresentam pouco tecido a ser retirado, e com aréolas bem posicionadas (para frente ou para cima), aí é possível realizar a cirurgia sem alterar a amamentação. Por isso, sempre há essa dúvida. A resposta é: depende do caso.

Segundo o Dr. Luciano, cerca de 15 ou 20% das pacientes que realizam a cirurgia terão algum grau de alteração na sensibilidade das mamas, podendo variar de pequenas alterações para perda total da sensibilidade.

Para conseguir resultados mais satisfatórios, é importante que a paciente esteja mais próxima possível do seu peso ideal, já que as mamas sofrem alterações com a variação de peso. Emagrecendo, as mamas "murcham" e engordando as mamas crescem novamente.

Se você está planejando uma redução de mamas, não deixe de conferir experiências de quem já realizou a cirurgia e aproveite para contar a sua história.

Cirurgia.net

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